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Juiz federal suspende ação penal contra José Serra e a filha por lavagem de dinheiro

O juiz federal Diego Paes Moreira suspendeu nesta quinta-feira (30) a ação penal contra o senador e ex-governador José Serra, do PSDB, e a filha dele, Verônica, por lavagem de dinheiro. O juiz tinha aceitado a denúncia. Depois, acatou a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de interromper as investigações contra Serra. José Serra era investigado em duas frentes: a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo apurava doações ilegais da Odebrecht feitas entre 2006 e 2007, quando Serra deixou a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo do estado; e entre 2009 e 2010, quando ele já era governador. Os procuradores dizem que o dinheiro, cerca de R$ 27 milhões em valores da época, seguiu para contas bancárias no exterior, controladas por Verônica Serra, filha do senador, e José Amaro Pinto Ramos, que a Lava Jato aponta como operador de propinas do PSDB. A investigação estava adiantada. No começo de julho, a Lava Jato ofereceu denúncia à Justiça contra Serra e a filha por lavagem de dinheiro. No fim da tarde desta quarta (29), o juiz federal Diego Paes Moreira chegou a receber essa denúncia, tornando réus numa ação penal o senador José Serra e a filha, Verônica. Só que, uma hora e oito minutos antes, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, tinha concedido duas liminares suspendendo as investigações contra o senador. Nesta quinta (30), o juiz Diego Moreira informou que tomou a decisão de receber a denúncia às 18h04, e que ordem do STF, assinada por Dias Toffoli às 16h56, só foi aberta e lida no fórum de São Paulo às 18h34. O juiz decidiu que a ação penal contra José Serra e a filha está suspensa até nova ordem do STF. Na outra liminar, o ministro Dias Toffoli determinou a suspensão do inquérito aberto pela Polícia Federal que apura repasses ilegais de R$ 5 milhões feitos, segundo um delator, por ordem do fundador e acionista da Qualicorp, José Seripieri Júnior, à campanha de José Serra ao Senado, em 2014. Toffoli deu ordem para que o material que a PF apreendeu nas buscas, autorizadas por juízes de primeira instância, seja lacrado e mantido protegido de vazamentos. O presidente do STF argumenta que as buscas podem ter atingido documentos e informações do atual mandato de Serra, que, como senador, tem direito a foro privilegiado. A defesa do senador José Serra declarou que a decisão do juiz foi prudente e respeitou a determinação do Supremo Tribunal Federal. A Lava Jato em São Paulo considerou indevida a suspensão da ação e afirmou que, na denúncia contra o senador e a filha dele, não usou nenhum elemento das buscas que estão sendo questionadas no Supremo. A defesa de José Seripieri Júnior declarou que nem os colaboradores nem as testemunham o acusam de crimes. A defesa de Verônica Serra não quis comentar.
30/07/2020 (00:00)

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